O que sou eu

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Sem caneta e sem papel, uso de mais tecnologia para exibir - para quem quiser ler – os meus pensamentos. Sou o criador deste blog e me chamam de Lima Araújo. Obrigado!

OBS: Opa meu caro leitor, venho aqui avisar que não permito nenhum tipo de plagio aos meus textos encontrados e pertencentes a este blog. Sei que você é mais inteligente e criativo do que apenas apertar (Ctrl+c) e (Ctrl+v). Muito obrigado pela atenção... Lima Araújo

Neste blog todos os textos são de minha autoria.
Impulsionado pela necessidade de expressar minhas opiniões, meus pensamentos e até meus poemas, aliando a uma ótima influência que tive de dois amigos Juba e Cinthia, criei esse blog. Soube ouvir, analisar e conclui que de fato tenho que compartilhar minhas idéias, e é muito importante que se opine sobre imagens, argumentos e acontecimentos. Os Personagens desse blog fazem parte de um mundo meu, que retrata minha personalidade e que divulga o que realmente estou sentindo ou pensando. Compartilharei aqui, sem medo de críticas alheias, meus poemas, minhas próprias críticas e situações minhas, com você e por você meu caro leitor. Muito obrigado!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Realidade nua e impura



É como se tivesse velas...
Espalhadas pelos cantos, acesas, clareando.


É como se tivesse quase escuro...
Noite escura essa, mais ainda
à de se ver estrelas, mesmo poucas que sejam.


É como se tivesse pétalas de rosas...
No chão, por todos os cantos, 
perfumando e embelezando.


É como se tivesse vinho...
Duas taças apenas, 
lindas taças com certeza.
Vinho para nós embriagar,
para que possamos deixar
a timidez de lado,
e viver o pecado!


É como se tivesse mais alguém além de mim.
Para que não fique só em sonho,
esse alguém teria que ser real.
Não precisa ser ideal ,
apenas real bastaria.


É como se tivesse amor...
É só fechar os olhos, é o que ela me disse.
Fechar os olhos para que não veja a ilusão!
Vou abri-los para ver...
Não, ainda assim não consigo enxergar.
Vejo a realidade, com certeza,
mas não vejo o meu sonho.


Sabe o vinho?
Já tomei vários goles...
Talvez 5 ou 6, não sei.
O suficiente para me embriagar.
Não quero lembrar de nada.
Nem do orgasmo que terei certamente,
em alguns instantes.


Eu sei o que vocês estão pensando.
E concordo.
Realmente essa mulher não é ideal,
de jeito nenhum.
Mas espero que me entendam,
porque é unica coisa que eu tenho
para hoje a noite.
Apenas a realidade.


Mesmo essa sendo cheia de erros,
de impurezas, de poucas maneiras,
como diria essa sociedade pura.
Mesmo com seus defeitos, 
essa realidade é linda,  a mais linda
que eu pude comprar.


E é a unica que diz que me ama.
Sei que é mentiria, mas posso fingir que acredito.
Como sempre fiz.


Bom, agora tenho que ir.
Para onde?
Para a minha cama onde a minha realidade
me espera, debruçada em lençóis lindos,
macios e puros...

Lima Araújo

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Amor é quase uma mancha





Em minha mesa, sentei-me.
Só estava eu e o som do ventilador
girando, aos poucos.
Com uma xícara de café

em mãos, tomei o meu gole
e pus a xícara sobre a mesa.
Mas sobre a mesa, também estava uma toalha
branca de bordados nas laterais, muito bonita

por sinal.
Quando a xícara foi posta sobre ela desajeitadamente por mim,

acabou derramando um gole ou dois de café sobre
a linda, até então toda branca, toalha de mesa.
Pois manchou, via-se claramente a mancha quase totalmente

preta sobre a toalha.
Logo me pus a pegar um paninho 
para que eu pudesse tentar salvar aquela toalha que enfeitava
a minha mesa de jantar.
Mas quando fui aproximando o pano a mancha, percebi que a mancha não só manchava
como formava uma imagem.
Meu caro leitor, fiquei rindo de mim mesmo, 
ou nem sabia direito de quem rir. 
A imagem que foi formada pela mancha, 
era um coração!
Joguei o pano de lado e fiquei a admirar a quase
perfeição da mancha. A comparei com o sentimento do amor...
É quase uma mancha, onde destaca-se de todos os outros sentimentos, 

como a mancha se destacou de todo aquele branco da toalha bordada.
Ou então o próprio amor é uma mancha, onde borra todos os nossos sentidos.
Eu tentaria salvar a toalha com um simples paninho,
mas o nosso coração, como podemos salvá-lo da mancha?
Enquanto me fazia certas perguntas olhando pro coração na toalha,
percebi que ele estava se desmanchando,
as gotas estavam se separando. 
Agora formando nenhuma outra imagem considerável para contar aqui a vocês.
O que importa é constar que aquela mancha se desmanchou.
O coração virou uma pequena poça de café.
O amor quando acaba amigo, 
nos deixa uma poça no coração, a diferença é que não é de café,
talvez quem sabe de lama, mas café ainda é saboroso. 
Até parecia que o ventilador estava ajudando para que esse amor
acabasse, quero dizer, que essa mancha borrasse!
Imaginei que o amor é imprevisível, aparece onde menos esperamos.
O amor também pode ser relâmpago, onde ele vem e volta muito rápido.
Imaginei também que o amor pode ser meio escuro, sem muitos
entendimentos. Porque imaginar?
Eu sei o que é amar, só não sei é como derramar
propositalmente outros goles de café sobre a toalha,
para assim criar um outro coração manchado!

Lima Araújo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Menino que faltava aula para aprender.

Dedico esta crônica a educação do Brasil ou a falta dela, enfim, a esta zorra total!


Notavelmente, através do título, vocês já devem imaginar como mais ou menos será essa crônica. O menino que tem um nome João, não é o João do pé de feijão, é o João que faltava aula para aprender o que ele achava que era mais útil, para ele! Então comecemos...

João: Droga, tem aula de matemática hoje. Que saco! Logo dois horários de pura chatice. Hoje não vou não. Já sei para onde vou, vou para biblioteca do bairro.
João era um garoto esperto, mas como todos os outros da sua idade, também não gostava de matemática, muito menos de estudar "coisas que não servem", como ele mesmo dizia. Mas o que diferenciava João para a maioria dos colegas de classe era que quando ele faltava aula, faltava pra ir estudar e não jogar bola como era de costume naquele bairro. João era um garoto simples, não chegava a ser pobre e muito menos rico, ou algo assim. Morava em um conjunto de bairros muito grande, onde ele conhecia muitas outras crianças e também adultos. No bairro onde ele morava, existia uma biblioteca pública, que era freqüentada por alunos e professores interessados em um conteúdo a mais. Então, em um dia normal como qualquer outro, João faltou aula. Ele se viu sem nada para fazer, em uma chatice tão quanto poderia estar em sala de aula. Mas andando de bicicleta solitário, avistou a biblioteca pública do bairro, e curioso que era, queria vê-la por dentro. Ao entrar no prédio, a recepcionista o atendeu:
Recepcionista: Oi garotinho, tudo bom? Não teve aula hoje para você não?
João: Não minha senhora, hoje o professor faltou, e por isso sair mais cedo da escola! Posso entrar pra ler alguns livros?
Recepcionista: Assim, sendo assim, pode entrar. Pensei que estava faltando aula. Entre, fique a vontade, qualquer dúvida estarei aqui para ajudá-lo.

João: Muito obrigado. Vou entrando.
Pois é, vocês viram que professor nenhum faltou, e sim João que faltou a aula. Então João estava dentro da grande biblioteca, que até então ele só via por fora, sempre quando passava para ir a escola. João encontrou lá dentro grupos de alunos estudando com seus professores, e também encontrou pessoas fazendo trabalhos com computadores e livros sobre a mesa. João logo se perguntou "porque não temos aula aqui dentro?". E achou aquele lugar muito legal, mais do que a própria sala de aula. Ele avistou fileiras e mais fileiras de livros, todos arrumados por determinadas características. Ficou olhando para tudo lá dentro, como se estivesse perdido, talvez estivesse mesmo, já que nunca tivera contato com tantos livros assim. De tanto olhar, ele viu uma fileira de livros de matemática, mas não se interessou, então foi procurar outros tipos de livros, mas nem ele sabia o que estava procurando, até achar! 
João: É esse!
João parou diante de uma fileira de livros de filosofia, olhou e olhou, e gostou! Ele tinha aula de filosofia na escola, mas ele sentia que não era o bastante, ele sentia que aquilo não era educação. João era crítico, e não gostava de estudar coisas que não o interessavam, ele acreditava que o governo só queria números, não queria que a população fosse realmente educada. João não era tão criança assim, apesar da sua idade. Então João puxou uns dois livros da fileira de filosofia, sentou-se em uma das mesas da biblioteca e leu. O tempo passou, a biblioteca já ia fechar, quando a recepcionista o chamou atenção:
Recepcionista: Mocinho, a biblioteca vai fechar. Por favor, guarde os livros nas fileiras que daqui a 10 minutos iremos fechar. 
João: Sim senhora, já irei guardar.
Bom, João guardou os livros e foi embora da biblioteca. Ele leu muitas coisas, não só de filosofia, mas também de sociologia, e querem saber, ele adorou! No outro dia, lá estava ele outra vez. Mais uma vez deu uma desculpa a recepcionista e entrou para continuar lendo os livros que não tinha terminado, e começou a ler outros livros. João não gostava mais do método de ensino da sua escola, e de muitas outras, já que ele estudou em muitos estabelecimentos. Na verdade ele não concorda com o ensino brasileiro, acha uma droga. Acredita que o governo prefere ter eleitores "analfabetos funcionais", como dizia o professor dele, do que eleitores inteligentes, porque assim, esses eleitores inteligentes saberiam votar. E sendo assim, esses tipos de políticos não estariam no poder. João queria mais, mais do que decorar assuntos em sala de aula, para passar no vestibular. "Vestibular, pra que usar?", João se perguntava, e não entendia nada. "Uma prova iria dizer se você teria capacidade de ter um futuro melhor ou não", ele dizia. Agora, joão sempre se perguntou o que acontece com uma criança que nasce pobre, sem condições de estudar. Pra ele, o governo era muito bom em tapar as vistas dos eleitores não leitores. 


Bom, deu pra ver que João é inteligente, porém, não se interessava muito nas aulas da sua escola. Ele achava um absurdo termos tantas cotas, cota pra isso, cota pra aquilo... João afirmava que deveríamos era ter escolas públicas de qualidade, onde os ricos pusessem seus filhos lá e os pobres pusessem seus filhos lá também. Onde as classes se encontrassem em uma mesma unidade de ensino escolar, em busca de novos horizontes, juntos! E quer saber? Eu também acho. Seria mais justo para todos, se as escolas públicas fossem de qualidade, assim não precisaríamos ter cotas. Veja como o governo é esperto, ele precisa de números para que o índice de educação no Brasil aumente, então é mais fácil criar cotas, para que pessoas mais pobres tenham acesso ao nível superior, e realmente isso está acontecendo. Mas está acontecendo com qualidade? Pra mim, o certo seria que o governo investisse na estrutura das escolas do Brasil e na qualidade de ensino brasileiro, mas amigo, isso é caro, muito caro. Com tanta corrupção existente por ai, as verbas escolares estão sendo desviadas para as verbas pessoais de certos políticos. Assim faltando nas salas de aula e nos bolsos dos professores. Bom, o jeito então visto por eles, é criar cotas. Programas de custo zero, e que funciona do jeito deles. E ainda faz a população feliz. Que combinação melhor? Pois tem, a combinação melhor seria se o governo investisse na educação de verdade. Não é justo pra quem é pobre e não é justo pra quem é rico. Veja bem, o rico paga a educação mais cara do estado para o seu filho ingressar em uma universidade, ele acaba não passando e o filho do pobre passa, através das cotas. Também não é justo pro pobre, porque não tem condições de pagar uma boa qualidade de ensino para o filho, assim é mais difícil de passar no vestibular. Olha, se tivéssemos colégios públicos de qualidade, os ricos e os pobres iriam estudar neles, e assim, se um ou o outro não passar, não foi porque um "roubou" a vaga através de cotas, ou porque o outro teve mais chances na vida. E sim, porque um se preparou mais e melhor do que o outro. Termos educação de qualidade tanto para o pobre e o rico, isso sim que é justo. Já pagamos impostos o suficiente, e não vemos esse Brasil ir pra frente! João tinha razão...


Lima Araújo