O que sou eu

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Sem caneta e sem papel, uso de mais tecnologia para exibir - para quem quiser ler – os meus pensamentos. Sou o criador deste blog e me chamam de Lima Araújo. Obrigado!

OBS: Opa meu caro leitor, venho aqui avisar que não permito nenhum tipo de plagio aos meus textos encontrados e pertencentes a este blog. Sei que você é mais inteligente e criativo do que apenas apertar (Ctrl+c) e (Ctrl+v). Muito obrigado pela atenção... Lima Araújo

Neste blog todos os textos são de minha autoria.
Impulsionado pela necessidade de expressar minhas opiniões, meus pensamentos e até meus poemas, aliando a uma ótima influência que tive de dois amigos Juba e Cinthia, criei esse blog. Soube ouvir, analisar e conclui que de fato tenho que compartilhar minhas idéias, e é muito importante que se opine sobre imagens, argumentos e acontecimentos. Os Personagens desse blog fazem parte de um mundo meu, que retrata minha personalidade e que divulga o que realmente estou sentindo ou pensando. Compartilharei aqui, sem medo de críticas alheias, meus poemas, minhas próprias críticas e situações minhas, com você e por você meu caro leitor. Muito obrigado!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Hoje é Natal






É engraçado como passamos nossa vida inteira planejando alcançar a felicidade. Buscando caminhos já percorridos por outros, onde até muitos já desistiram. Os nossos planejamentos, enquanto em mente estiverem, são perfeitos. Mas quando vivemos a realidade, as coisas são bem diferentes. Mesmo que no nosso plano estivermos contando com os erros, mas a vida consegue de uma maneira inusitada nos surpreender. Nos trazendo felicidades inimagináveis até tristezas indesejáveis. Às vezes essa mania de planejar a vida, é perda de tempo. Podemos sim desejar um futuro, mas não podemos afirmar que ele virá. É como prever cada detalhe do dia de amanhã. Impossível, até que provem o contrário. Mesmo que a gente saiba o que não deve fazer, por que aquilo vai doer, a gente não pode evitar todas as dores. Temos que aprender a conviver com perdas, com tristezas e com dores. Mas por outro lado, temos muito o que comemorar. Também temos as reparações, as alegrias e o alívio! A vida sempre acha uma maneira de te fazer sorrir, mesmo que não pareça. E sempre te dará mais motivos, pra te fazer feliz, do que te deixar triste. O que costuma acontecer, é que diante de tanto sofrimento, os nossos olhos acabam não mais enxergando a esperança. Eles simplesmente desistem de ver as coisas boas da vida. Mas temos que ter força de vontade e lutar para abrir os olhos. Lutar pra ver um ato generoso, no meio de tanto egoísmo. Lutar para ver o amor vencer. A vida é o bem mais precioso do ser humano, e o que nos diferencia dos outros animais, é que temos a capacidade de entender isso. A prova de que a vida é preciosa está em cada amanhecer, em cada sorriso de uma criança, em cada abraço de um amigo verdadeiro, em cada beijo apaixonado, em cada bom dia pra um estranho, em cada um de nós. Eu desejo a todos vocês, meus familiares, meus amigos, meus leitores um feliz natal. E lembrem-se, a vida é de todos e só a sua é única, então faça valer a pena!

Lima Araújo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011



E se eu te disser adeus? E se o adeus não for pra sempre? E se for? Então não direi mais nada. Mas se o nada não for o bastante para mim? Sei que sempre vou querer mais. Então direi tudo, menos o adeus. Quando o amor é verdadeiro, o adeus passa a ser obsoleto!                 Lima Araújo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



A vida é uma piada contada por pessoas sem graça. É uma música sem ritmo. Um amor não correspondido. Mas ao mesmo tempo a vida é muito mais daquilo que merecíamos ter! 
É única e é de todos.
Somos tão perfeitos quando não queremos ser, e tão imperfeitos quando quereremos! 


Lima Araújo  

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Loucura




Não quero viver entre monstros
e paredes pintadas de branco.
Minha loucura não é minha.
Me deram obrigações que eu não quis,
que eu nunca quis. 
Me violentaram sem saber porque.
Queriam informações que eu não tinha.
Queriam a minha alma.
E eu não a entreguei.
Mas foi difícil resistir tanto assim.
A xingamentos e socos no nariz.
Oh oh mas o que foi que eu fiz,
pra merecer ficar em um lugar tão escuro
e nojento como esse? 
Nem ratos chegam perto de mim.
Não sei mais que dia da semana eu estou.
Devem ser as drogas que ejetam em minha veia,
antes de eu ir dormi. 
Mas não consigo fechar os olhos.
Não me lembro a ultima vez que sonhei.
Eu já disse o que tinha pra dizer.
Não me deixem sangrar até morrer.
Eu suplico um tiro em meu coração.
Quero descansar.
Me deixem sair então.
Tenho ainda amor pela vida,
mas não tenho forças para vivê-la. 
Chorar sem dor, gritar sem voz, errar sem culpa.
Isso tudo é apenas uma loucura.
Um pesadelo que eu tive logo depois
de assistir um filme de terror...

Lima Araújo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Sou provocado com vara curta constantemente pela vida. E me dou ao prazer de pensar em como cutucá-la da mesma forma eloqüente! Pois afinal sou um homem pensante ou apenas um animal falante? 

O Homem e o seu Carrasco!






As vezes me encontro preso dentro dos meus desejos. 
Mas se eu nunca me perdi de verdade, 
como poderia me encontrar? 
As vezes os meus desejos se afastam de mim.
Eu, o criador, sou rejeitado pela minha própria criação. 
Desejos proibidos.
Imagináveis, e escondidos. 
Pensamentos que são apenas meus. 
Idéias não compartilhadas.
No final das contas, sou o meu próprio crítico. 
Minha mente é como uma montanha-russa,
não por ter altos e baixos, e sim por ter uma grande 
fila para andar nela. 
É engraçado como passamos a maior parte das nossas
vidas fazendo perguntas.
Não sei se é perda de tempo tentar entender a vida,
ou se viver a vida é tentar não perder tempo! 
Não nascemos com um manual nas costas. 
E nem morremos sem segredos. 
A verdade tem que ser dita, e aplaudida. 
Já a mentira tem que ser bem convincente. 
E no final ela também será aplaudida. 
São personagens sem atores.
São atores sem palco. 
São palcos sem platéia. 
A vida não é difícil, o ser humano que é complexo. 
Se a vida fosse realmente difícil, a morte não teria tanto mistério. 
A verdadeira complexidade esta na mente do ser humano. 
Somos capazes de matar quem amamos, e de amar quem nos mata. 
Nos deram obrigações. 
Nos cobraram disciplina.
Nos prenderam nas nossas próprias criações. 
Mas não nos deram a chave. 
Criei o meu próprio carrasco. 
E como um ultimo sopro de vida, 
olhei pra ele e sorri! 


Lima Araújo

domingo, 13 de novembro de 2011

Entre outras pedras!


Saberei te amar quando só me restar o ódio. Saberei sorrir pra você quando nada mais tiver graça. Saberei abraçar-te quando não quiseres o meu conforto. Saberei beijar a sua boca quando ela não tiver mais assunto. Saberei muitas outras coisas, mesmo que minha natureza insista em dizer que não sei de nada! Mesmo que apontem pra nós julgamentos injustos, ou joguem calúnias e entre outras pedras. O nosso amor é apenas nosso e de mais ninguém. Somos nós os que sofrem e relaxam, os que choram e abraçam. Somos nós, os possuidores dos nossos próprios direitos. Dos nossos próprios destinos, e das nossas próprias falas. Não olhareis para trás em busca de uma falsa verdade. Não buscarei personagens em mim, para tentar explicar o inexplicável. Apenas te amo. E sei que você me ama. Basta! 


Lima Araújo


Pra você ser uma pessoa boa, não precisa ter na mente apenas pensamentos bons. E sim saber controlar a ignorância humana, a sua ignorância. Enquanto os seus pensamentos forem apenas seus, nada de mal acontecera a ninguém...

Lima Araújo

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O outro lado do rio nem sempre é melhor!





O que acontece quando tomamos a decisão errada?
E quando tomamos a certa?
De onde vem esses caminhos,
tão incertos, tão escuros?
E para onde nos levam esses caminhos?
Ter medo é normal.
Mas não entendo, o porque de se temer
a felicidade.
Já que ela é tão real, porque não abraçá-la?
 Eu sei o quanto eu posso ser feliz,
do outro lado do rio.
Sei todas as coisas que me farão felizes lá.
E tenho toda a certeza que saberei sorrir para elas!
Então porque ter medo?
Não faz sentido algum.
Mas quem disse a você, que se fizesse algum sentido,
eu eira entender?
Sou humano... e como todo humano que sou,
tenho minhas deficiências.
Então porque ficar deste lado da margem?
Talvez não faça sentido pra mim, pra você e pra todo mundo,
mas existem coisas que nunca entenderemos.
As nossas filosofias mortais, são falhas.
Principalmente porque foram criadas
por criaturas errantes.
Talvez, a realidade não consista em somente você ser feliz,
e sim fazer mais de uma pessoa feliz.
E isso, somos incapazes de entender.
Mas pra nossa sorte, somos suficientemente
capazes de realizar.
Lima Araújo 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Confronto: Universitários x Policiais


Eles pediram proteção policial quando se sentiram inseguros. Pois a cidade universitária realmente estava ficando muito perigosa. Eram de assaltos até morte o que já estava acontecendo no campos da USP. Então foi exigido da Universidade de São Paulo e de todos os alunos que lá estudam mais proteção das autoridades legais. Lá estão eles, os policiais fardados e armados, prontos para proteger os nossos estudantes universitários. Mas algo aconteceu de errado, era apenas para proteger, e não reprimir os próprios estudantes. Haviam três estudantes fumando maconha na cidade universitária, e eles tiveram o azar de serem pegos pelos policiais que antes os protegiam de ladrões e assassinos, e agora os enquadram diante da lei. A questão é que os outros estudantes que viram aquela sena, não gostaram da ação dos policiais, e então se viram no direito de impedir os representantes da lei impor a lei. O conflito estava armado. Policiais chamaram reforços e os alunos também. Ainda não sabemos como termina essa história. Mas o que se sabe é que os alunos da USP, não querem mais a presença das forças policiais no campo universitário. Não todos pelo menos. Ainda existem aqueles que não ficam em cima do muro. Ou se escolhe usar drogas, ou escolhe exigir segurança.

Lima Araújo 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Esse texto não tem título, mas recomendo que você dê o seu nome a ele!"


Sabe daquele tempo de criança?
Onde admirávamos os adultos, 
por acharmos que eles sabiam de tudo!
Que eles já viveram tudo o que um ser
humano pode viver.
Aquele tempo de criança, que tínhamos 
os melhores e eternos amigos que podíamos
imaginar um dia termos. 
Onde os machucados daquela época
curavam-se mais rapidamente.
E logo já podíamos brincar novamente.

O tempo passou, aquela criança cresceu.
Aqueles amigos eternos já não existem mais.
Os machucados agora são mais dolorosos,
e mais difíceis de curar.
O adulto que você se tornou, não sabe de tudo
e muito menos viveu tudo que tinha pra viver.
É, as coisas são diferentes quando você vê de perto.

Talvez essa saudade da infância, 
seja a única saudade que gostamos de sentir.
E talvez também a mais injusta.

Porque as crianças crescem e os adultos não?

Lima Araújo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ainda temos tempo!


E quanto ao tempo? 
Quando ele não cura a dor.
Quando ele não é mais opção.
Quando ele não é mais o tempo que passou.


 As marcas que ele deixa em nós...
Aquele velho olhar pro passado...
As lembranças escorrendo em formato
de lágrimas. 
O tempo diz tudo!
Isso não é verdade.
No tempo também se perdem as mentiras,
e aquelas verdades, ninguém mais se lembra!


O que um fio branco de cabelo pode contar?
A sua história talvez!
Dizem que os tempos podem ser modernos, ou antigos.
Mas na verdade nós que saímos de moda.
A busca da felicidade pode se considerar eterna.
Ser feliz nos tempos de hoje é difícil.
Mas quem disse que amanhã será fácil?
O que dizer de quem já teve a felicidade batendo
em sua porta e não quis atendê-la? 


E quanto ao tempo?
Quando ele é apenas um relógio,
que insiste em alarmar para você não atrasar-se.
Quando ele é apenas uma linha facial.
Pura estética! 


Eu queria saber, quem criou a palavra tempo.
E como ele a usou pela primeira vez.
O que deve ter dito, e pra quem? 
São tantas perguntas a fazer e em tão pouco tempo!
Talvez eu me atrase.
Mas talvez eu nem me de o trabalho de fazê-las.
O tempo dirá.
Ou não!

Lima Araújo

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A propaganda embriaga!


Caros amigos leitores, desculpe pela minha ausência, assumo que passei um bom tempo sem postar uma vírgula. Mas esse tempo já foi de mais! Esse texto não é mais um poema, como são a maioria dos meus textos, mas é uma crítica muito importante, e vale a pena ler! E é claro, dêem as suas opiniões, por favor! 



Um dia desses, me dei ao prazer de assistir alguns discursos clamorosos e esperançosos na Assembléia Legislativa do estado de Sergipe, aqui mesmo em Aracaju. Pois bem, lá estava eu e um grupo de estudantes na “platéia”, ouvindo os deputados e convidados se pronunciarem diante de nós. Muitas besteiras foram faladas por muitos destes homens distintos, mas teve um que não falou besteira alguma. Realmente não me lembro o nome deste deputado que me chamou a atenção. Talvez o assunto que ele abordou e a idéia que ele propôs, ofuscaram o nome dele. Mas ex um político que talvez valesse a pena lembrar o nome. O que me lembro sobre ele é apenas que o mesmo é de Alagoas, nosso vizinho... Bom, o então importante discurso feito por este homem foi sobre as drogas. Mas não vou me aprofundar nas drogas em geral, apenas irei falar do álcool, que foi assunto da idéia que ele propôs. Ele comentou que a atitude de parar com a propaganda sobre o cigarro, foi uma jogada de mestre, pois a parti daí diminuiu consideravelmente a quantidade de fumantes. Agora vejamos, proibiu de vender o cigarro? De jeito nenhum, ainda se encontra a venda em muitos bares, tabacarias, supermercados, enfim. Você que tem a vontade de fumar, terá que ir até um desses locais e comprar o seu cigarro, de forma naturalmente. Mas tendo a influência da mídia, essa palavra “naturalmente” irá passar a não existir mais, e a que vira no lugar dela, será a palavra “natoralmente”. Pois imagine você, as crianças que vêem a este mundo, que ainda não têm maturidade suficiente para dividir o que é certo ou errado, o que faz bem ou não, irão crescer em uma sociedade em que um dos maiores meios de comunicação, que é a televisão, faz diariamente propagandas sobre cigarros. O que provavelmente irá se passar na mente destas crianças? No mínimo de alguma forma causaria uma curiosidade nesta criança, e certamente a faria um dia experimentar este produto falado tão bem pela propaganda, que o cigarro. Creio que assim ficou bem melhor. Agora vejamos o lado das bebidas alcoólicas, também concordo em parar de exibir essas propagandas pelos meios de comunicação, pelo menos os mais importantes. Não vai parar de vender, apenas irá parar de influenciar as pessoas. Se os adultos podem ser influenciados pelas propagandas, imagine as crianças e adolescentes! Aprendemos muitas coisas em nossa jornada de vida, e uma delas é que sabemos que o ser humano tem muita facilidade em aprender o que não presta. Então se já é difícil lutar contra a nossa própria natureza, porque nos martirizamos? Não é necessário ter uma propaganda que diga que a cerveja tal é gostosa, é só a gente ir até um estabelecimento que venda e experimentar. Dessa forma, você estará assumindo toda e qualquer responsabilidade por está bebendo. Só você, e ninguém mais! E ainda tem pesquisas que comprovam que quanto mais novo a pessoa começa a ingerir bebidas alcoólicas, ela tem 5 vezes mais chance de experimentar outros tipos de drogas, como além do cigarro, a maconha, a cocaína, o crake, e por ai vai... Comentem por favor!

Lima Araújo

sábado, 30 de julho de 2011

O que você pensa sobre o acaso?


- Dizem que nada é por acaso. Dizem que o mundo realmente irá acabar. Dizem que é castigo. Mas eu sei que não fiz nada de errado. E sei que você também não. 
O que tem de mais em querer ser feliz? Absolutamente nada. E como conseguir a tal felicidade? Se eu soubesse, eu venderia pra você. Quanto você está disposto a pagar pra ser feliz? Um milhão de reais? Sua própria alma? Você mataria para ser feliz? 
Eu tenho opções, e terei que escolher entre uma e a outra. Se eu fizer uma determinada escolha, pode ser que eu acerte, ou pode ser que eu erre. Mas nada é por acaso não é? Então aquelas opções nunca foram opções de verdade. O tempo todo eram apenas cartas marcadas. Se o acaso não existe, você meu caro, só tem que dizer sim para as opções que sua vida já predestinou a você. E se seu disser não a “predestinação”? Você apenas acha que disse não ao um possível sim que estava certo em seu caminho, mas na verdade era o seu não que a vida queria ouvir. E se o acaso existir realmente? E se uma simples ida a uma padaria em um dia qualquer, de uma semana normal e de um ano rotineiro, você encontrar a paixão da sua vida? Isso foi destino? Ou o acaso é tão mais maravilhoso que nos pega de surpresa, nós presenteado com o que mais precisamos naquele momento? Agora, o que importa isso? Você não está feliz? Se não estiver, de qualquer maneira não acho bacana ficar esperando o acaso te ajudar, porque pode ser que realmente coincidências não existam! Dizem muitas coisas. A sociedade vai morrer pela boca um dia!

Lima Araújo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

São suas as blasfêmias!




Veja o sol, como está lindo hoje!
Incrivelmente ele apareceu em mais
uma manhã.
Sabe, sinceramente cheguei a pensar
que depois de ontem, o sol
não ia aparecer mais nunca.
Não pra mim, pelo menos.
Mas ele veio, e iluminando as minhas idéias.
Ontem foi um dia difícil assumo.
A noite veio triste, nas caladas,
afogando meu coração e minha razão.
Mas logo as máscaras caíram
e me assustei com o que eu vi.
O susto foi tão grande que
fiquei a pensar se eu estava
no mundo real.
Me perguntei se eu não estava
em algum dos meus poemas.
Mas os poemas estão por toda à parte.
A boca dela cuspia blasfêmias,
mas creio que as próprias mentiras
as cuspiam para fora.
Com certeza ela estava fora de si!
O que tem de mais em minha filosofia,
o que é que ela queria de mim?
Apenas lhe dei a verdade.
Sou um simples jovem,
sem tantas experiências na vida.
Não tenho dinheiro, isso é nítido!
Ontem a noite, eu perdi o que
achava que tinha.
E hoje eu ainda tenho o que não perdi.
Seus olhos mentem.
Esse não seria o problema,
se viesse desacompanhado.
A questão é que sua boca é suja.
E os seus ouvidos,
distorcem as minhas palavras.
A sua má fé a confunde.
Não adianta você pronunciar belas palavras
que dizem o quanto você é uma pessoa boa.
Eu como jovem poeta, te darei uma dica,
as palavras podem até dizer algumas coisas,
mas é só você quem pode torná-las realidade.
Em meus textos digo que sou muito apaixonado,
e digo que amo.
Mas aquelas palavras não serviriam
para absolutamente nada,
se eu não as praticasse.
Fale menos em ser feliz, e pratique mais a felicidade!

Lima Araújo


domingo, 26 de junho de 2011

Entre Tempos!





Simplesmente olhei o passado,
e ele sorriu pra mim!
Fiquei parado, e fingir que não vi.
Ele gritou o meu nome.
A voz era familiar.
Então acenei para ele.
E ele retribuiu com lembranças...
O futuro ficou com ciúmes
da minha relação com o passado!
Pois o futuro não podia me dar 
lembranças que não vivi ainda.
Eu disse para o futuro que não
era para ter mágoas de mim,
porque certamente o futuro chegará 
pra mim!
Então para deixar o futuro mais 
feliz, tornando-o mais útil, lhe fiz um pedido.
“Me revele os momentos que ainda viverei!”
Mas o futuro me respondeu com tristeza,
disse que não podia me revelar nada.
Então lhe perguntei qual era a sua 
serventia.
Ele me respondeu dizendo que minha 
vida não teria graça, se eu soubesse
o dia de amanhã.
O passado riu do futuro.
E disse: “Que besteira!”
Então tomei a decisão de parar
de pensar no que me aguardava.
Foi ai que o presente me tocou!
Me arrancou daquela briga entre
o passado e o futuro,
e me explicou que a vida é bem mais
que viver o que passou ou de 
adivinhar o que ainda não viveu!
Realmente o presente estava certo.
Viverei o hoje, o agora,
esse exato minuto. 
Usarei o passado para guardar minhas lembranças.
Usarei o futuro para me dar esperanças.
E usarei o presente pra viver intensamente! 


Lima Araújo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Não tem título, tem coisas na vida que não se pode rotular. Apenas tem que compartilhar! Rotulem do jeito que quiserem!



Empurrei o seu lindo e caro quadro!
Quadro de parede, com fotos de
um passado que passou.
O vidro do quadro se quebrou,
quando bateu sobre o chão.
Veja os cacos!
Veja as fotos espalhadas pelos cantos...
Mas cuidado para não pisar no vidro quebrado.
Pode se cortar seriamente! 
Se eu tivesse empurrado uma pessoa que você
ama, essa pessoa provavelmente iria cair.
Certamente iria se arranhar, ou se machucar 
de alguma forma.
Mas iria se levantar depois da queda que tomou.
E aposto que se você a ajudasse a se levantar,
estou falando de ajudar a pessoa que você ama.
Isso faria com que ela levantasse mais rapidamente.
E quando um dia for você a pessoa a cair,
você vai ter com quem contar para te levantar.
Mas aquele quadro lindo, que você dava tanto valor,
mas até do que as pessoas que te amam, ele
não vai te ajudar a te levantar.
Ele nem inteiro ficou, depois do meu empurrão.
Mesmo que você junte os cacos,
eles não poderão te juntar da mesma forma um dia.
O que você acha que tem, na verdade não é nada.
O amor é o que podemos ter de verdade.
É o que realmente podemos tocar e não tocar.
Sentir e ser sentido...
Amor, é o que seu quadro não tinha por você.
Apenas era para enfeitar a sua sala.
Amor, enfeita a sua vida...
Amor é o que te faz levantar, quando se cai!


Lima Araújo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Realidade nua e impura



É como se tivesse velas...
Espalhadas pelos cantos, acesas, clareando.


É como se tivesse quase escuro...
Noite escura essa, mais ainda
à de se ver estrelas, mesmo poucas que sejam.


É como se tivesse pétalas de rosas...
No chão, por todos os cantos, 
perfumando e embelezando.


É como se tivesse vinho...
Duas taças apenas, 
lindas taças com certeza.
Vinho para nós embriagar,
para que possamos deixar
a timidez de lado,
e viver o pecado!


É como se tivesse mais alguém além de mim.
Para que não fique só em sonho,
esse alguém teria que ser real.
Não precisa ser ideal ,
apenas real bastaria.


É como se tivesse amor...
É só fechar os olhos, é o que ela me disse.
Fechar os olhos para que não veja a ilusão!
Vou abri-los para ver...
Não, ainda assim não consigo enxergar.
Vejo a realidade, com certeza,
mas não vejo o meu sonho.


Sabe o vinho?
Já tomei vários goles...
Talvez 5 ou 6, não sei.
O suficiente para me embriagar.
Não quero lembrar de nada.
Nem do orgasmo que terei certamente,
em alguns instantes.


Eu sei o que vocês estão pensando.
E concordo.
Realmente essa mulher não é ideal,
de jeito nenhum.
Mas espero que me entendam,
porque é unica coisa que eu tenho
para hoje a noite.
Apenas a realidade.


Mesmo essa sendo cheia de erros,
de impurezas, de poucas maneiras,
como diria essa sociedade pura.
Mesmo com seus defeitos, 
essa realidade é linda,  a mais linda
que eu pude comprar.


E é a unica que diz que me ama.
Sei que é mentiria, mas posso fingir que acredito.
Como sempre fiz.


Bom, agora tenho que ir.
Para onde?
Para a minha cama onde a minha realidade
me espera, debruçada em lençóis lindos,
macios e puros...

Lima Araújo

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Amor é quase uma mancha





Em minha mesa, sentei-me.
Só estava eu e o som do ventilador
girando, aos poucos.
Com uma xícara de café

em mãos, tomei o meu gole
e pus a xícara sobre a mesa.
Mas sobre a mesa, também estava uma toalha
branca de bordados nas laterais, muito bonita

por sinal.
Quando a xícara foi posta sobre ela desajeitadamente por mim,

acabou derramando um gole ou dois de café sobre
a linda, até então toda branca, toalha de mesa.
Pois manchou, via-se claramente a mancha quase totalmente

preta sobre a toalha.
Logo me pus a pegar um paninho 
para que eu pudesse tentar salvar aquela toalha que enfeitava
a minha mesa de jantar.
Mas quando fui aproximando o pano a mancha, percebi que a mancha não só manchava
como formava uma imagem.
Meu caro leitor, fiquei rindo de mim mesmo, 
ou nem sabia direito de quem rir. 
A imagem que foi formada pela mancha, 
era um coração!
Joguei o pano de lado e fiquei a admirar a quase
perfeição da mancha. A comparei com o sentimento do amor...
É quase uma mancha, onde destaca-se de todos os outros sentimentos, 

como a mancha se destacou de todo aquele branco da toalha bordada.
Ou então o próprio amor é uma mancha, onde borra todos os nossos sentidos.
Eu tentaria salvar a toalha com um simples paninho,
mas o nosso coração, como podemos salvá-lo da mancha?
Enquanto me fazia certas perguntas olhando pro coração na toalha,
percebi que ele estava se desmanchando,
as gotas estavam se separando. 
Agora formando nenhuma outra imagem considerável para contar aqui a vocês.
O que importa é constar que aquela mancha se desmanchou.
O coração virou uma pequena poça de café.
O amor quando acaba amigo, 
nos deixa uma poça no coração, a diferença é que não é de café,
talvez quem sabe de lama, mas café ainda é saboroso. 
Até parecia que o ventilador estava ajudando para que esse amor
acabasse, quero dizer, que essa mancha borrasse!
Imaginei que o amor é imprevisível, aparece onde menos esperamos.
O amor também pode ser relâmpago, onde ele vem e volta muito rápido.
Imaginei também que o amor pode ser meio escuro, sem muitos
entendimentos. Porque imaginar?
Eu sei o que é amar, só não sei é como derramar
propositalmente outros goles de café sobre a toalha,
para assim criar um outro coração manchado!

Lima Araújo

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Menino que faltava aula para aprender.

Dedico esta crônica a educação do Brasil ou a falta dela, enfim, a esta zorra total!


Notavelmente, através do título, vocês já devem imaginar como mais ou menos será essa crônica. O menino que tem um nome João, não é o João do pé de feijão, é o João que faltava aula para aprender o que ele achava que era mais útil, para ele! Então comecemos...

João: Droga, tem aula de matemática hoje. Que saco! Logo dois horários de pura chatice. Hoje não vou não. Já sei para onde vou, vou para biblioteca do bairro.
João era um garoto esperto, mas como todos os outros da sua idade, também não gostava de matemática, muito menos de estudar "coisas que não servem", como ele mesmo dizia. Mas o que diferenciava João para a maioria dos colegas de classe era que quando ele faltava aula, faltava pra ir estudar e não jogar bola como era de costume naquele bairro. João era um garoto simples, não chegava a ser pobre e muito menos rico, ou algo assim. Morava em um conjunto de bairros muito grande, onde ele conhecia muitas outras crianças e também adultos. No bairro onde ele morava, existia uma biblioteca pública, que era freqüentada por alunos e professores interessados em um conteúdo a mais. Então, em um dia normal como qualquer outro, João faltou aula. Ele se viu sem nada para fazer, em uma chatice tão quanto poderia estar em sala de aula. Mas andando de bicicleta solitário, avistou a biblioteca pública do bairro, e curioso que era, queria vê-la por dentro. Ao entrar no prédio, a recepcionista o atendeu:
Recepcionista: Oi garotinho, tudo bom? Não teve aula hoje para você não?
João: Não minha senhora, hoje o professor faltou, e por isso sair mais cedo da escola! Posso entrar pra ler alguns livros?
Recepcionista: Assim, sendo assim, pode entrar. Pensei que estava faltando aula. Entre, fique a vontade, qualquer dúvida estarei aqui para ajudá-lo.

João: Muito obrigado. Vou entrando.
Pois é, vocês viram que professor nenhum faltou, e sim João que faltou a aula. Então João estava dentro da grande biblioteca, que até então ele só via por fora, sempre quando passava para ir a escola. João encontrou lá dentro grupos de alunos estudando com seus professores, e também encontrou pessoas fazendo trabalhos com computadores e livros sobre a mesa. João logo se perguntou "porque não temos aula aqui dentro?". E achou aquele lugar muito legal, mais do que a própria sala de aula. Ele avistou fileiras e mais fileiras de livros, todos arrumados por determinadas características. Ficou olhando para tudo lá dentro, como se estivesse perdido, talvez estivesse mesmo, já que nunca tivera contato com tantos livros assim. De tanto olhar, ele viu uma fileira de livros de matemática, mas não se interessou, então foi procurar outros tipos de livros, mas nem ele sabia o que estava procurando, até achar! 
João: É esse!
João parou diante de uma fileira de livros de filosofia, olhou e olhou, e gostou! Ele tinha aula de filosofia na escola, mas ele sentia que não era o bastante, ele sentia que aquilo não era educação. João era crítico, e não gostava de estudar coisas que não o interessavam, ele acreditava que o governo só queria números, não queria que a população fosse realmente educada. João não era tão criança assim, apesar da sua idade. Então João puxou uns dois livros da fileira de filosofia, sentou-se em uma das mesas da biblioteca e leu. O tempo passou, a biblioteca já ia fechar, quando a recepcionista o chamou atenção:
Recepcionista: Mocinho, a biblioteca vai fechar. Por favor, guarde os livros nas fileiras que daqui a 10 minutos iremos fechar. 
João: Sim senhora, já irei guardar.
Bom, João guardou os livros e foi embora da biblioteca. Ele leu muitas coisas, não só de filosofia, mas também de sociologia, e querem saber, ele adorou! No outro dia, lá estava ele outra vez. Mais uma vez deu uma desculpa a recepcionista e entrou para continuar lendo os livros que não tinha terminado, e começou a ler outros livros. João não gostava mais do método de ensino da sua escola, e de muitas outras, já que ele estudou em muitos estabelecimentos. Na verdade ele não concorda com o ensino brasileiro, acha uma droga. Acredita que o governo prefere ter eleitores "analfabetos funcionais", como dizia o professor dele, do que eleitores inteligentes, porque assim, esses eleitores inteligentes saberiam votar. E sendo assim, esses tipos de políticos não estariam no poder. João queria mais, mais do que decorar assuntos em sala de aula, para passar no vestibular. "Vestibular, pra que usar?", João se perguntava, e não entendia nada. "Uma prova iria dizer se você teria capacidade de ter um futuro melhor ou não", ele dizia. Agora, joão sempre se perguntou o que acontece com uma criança que nasce pobre, sem condições de estudar. Pra ele, o governo era muito bom em tapar as vistas dos eleitores não leitores. 


Bom, deu pra ver que João é inteligente, porém, não se interessava muito nas aulas da sua escola. Ele achava um absurdo termos tantas cotas, cota pra isso, cota pra aquilo... João afirmava que deveríamos era ter escolas públicas de qualidade, onde os ricos pusessem seus filhos lá e os pobres pusessem seus filhos lá também. Onde as classes se encontrassem em uma mesma unidade de ensino escolar, em busca de novos horizontes, juntos! E quer saber? Eu também acho. Seria mais justo para todos, se as escolas públicas fossem de qualidade, assim não precisaríamos ter cotas. Veja como o governo é esperto, ele precisa de números para que o índice de educação no Brasil aumente, então é mais fácil criar cotas, para que pessoas mais pobres tenham acesso ao nível superior, e realmente isso está acontecendo. Mas está acontecendo com qualidade? Pra mim, o certo seria que o governo investisse na estrutura das escolas do Brasil e na qualidade de ensino brasileiro, mas amigo, isso é caro, muito caro. Com tanta corrupção existente por ai, as verbas escolares estão sendo desviadas para as verbas pessoais de certos políticos. Assim faltando nas salas de aula e nos bolsos dos professores. Bom, o jeito então visto por eles, é criar cotas. Programas de custo zero, e que funciona do jeito deles. E ainda faz a população feliz. Que combinação melhor? Pois tem, a combinação melhor seria se o governo investisse na educação de verdade. Não é justo pra quem é pobre e não é justo pra quem é rico. Veja bem, o rico paga a educação mais cara do estado para o seu filho ingressar em uma universidade, ele acaba não passando e o filho do pobre passa, através das cotas. Também não é justo pro pobre, porque não tem condições de pagar uma boa qualidade de ensino para o filho, assim é mais difícil de passar no vestibular. Olha, se tivéssemos colégios públicos de qualidade, os ricos e os pobres iriam estudar neles, e assim, se um ou o outro não passar, não foi porque um "roubou" a vaga através de cotas, ou porque o outro teve mais chances na vida. E sim, porque um se preparou mais e melhor do que o outro. Termos educação de qualidade tanto para o pobre e o rico, isso sim que é justo. Já pagamos impostos o suficiente, e não vemos esse Brasil ir pra frente! João tinha razão...


Lima Araújo

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Entre o Palco e a Coxia





Sabe! Nem sei mais porque estou aqui.
Nem porque vim parar aqui.
Nem como sair daqui...



O show acabou, os atores se retiraram,
A platéia sumiu.
Câmera, luz e solidão!
No meu caso, nem luz eu tinha mais.

A câmera continuara me filmando, me julgando!
Engraçado, sendo julgado por uma câmera.
Daqui a pouco a câmera vai desligar,
Pois ela tem que ser recarregada.
Eu tenho que ser recarregado,
E nem por isso me desligo!



No espetáculo, as cortinas lentamente vão se fechando,
Criando uma saudade aos poucos, nos
Olhares dos espectadores.
Deve ser como morrer devagar, quase vivendo,
Mas revendo, o que você está deixando para trás.
E também o que você está deixando de viver.



A cortina finalmente fecha. A luz ascende, os olhos ofuscam,
Como se estralassem o dedo perto do seu ouvido,
Quando se estar dormindo, para acordar!

Talvez como uma bala perfura um coração.
É rápido, não importa o quanto foi boa a apresentação, ou longa,
Quando ela acabar, temos que ir embora logo.
Aquelas cadeiras têm que ser ocupadas por outros pagantes.



Existem personagens mocinhos, e existem os vilões.
Eles ficaram em nossas mentes, a história fascinante nos encantou.
E aplausos, e mais aplausos para os atores.

Aplausos para nós,
Que vivemos em um grande teatro.

Mas quem nos assiste?


A bateria descarregou e a câmera desligou...
Para assistir mais uma vez, esse espetáculo que é a vida,
Tem que comprar outro ingresso. 



Lima Araújo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Olhar de quem sabe!



A lágrima pode ter caído em um chão qualquer,
mas não de qualquer olhar...
Não é o meu. Nunca foi meu.

Nunca foi real. Nunca será!
Esse seu olhar, de um jeito ou de jeito nenhum,

me fez pensar o quanto tenho medo.
Medo, não o conheço, espero que nem ele me conheça.
Mas sinto algo, sei que tem algo nesse seu olhar.
Mas o que pode ser, além desses olhos castanhos, quase escuros?
Talvez seja o escuro do quase!
Ou o quase que escuro dos castanhos, olhos seus.

Que como eu disse antes, não são meus!
Os meus são castanhos claros...
Sem mistério, sem tanto brilho, apesar do claro dos meus olhos.
Mas os seus olhos são diferentes, talvez por serem seus.
Sinceramente não tinha pensado nisso.
Esses olhos que englobam esse rosto, esse rosto que engloba

esse corpo, esse corpo que engloba o meu vício!
Ha, esse meu vício que engloba minha paixão...
Olhar, simplesmente olhar e não ver nada...
Olhar, simplesmente olhar e não falar nada...
Olhar, simplesmente olhar e não ser enxergado...
Olhar, não é tão simples assim, como dizem!

É um jeito dela, um jeito que agora eu não tenho.
O olhar esta longe, esta distante, esta sem me ver.

Que palavras eu penso, que posso usar para explicar o que
não se explica?
O que não se explica porque?
Não existe?
Existe, só não em mais ninguém, apenas nela.
E ela quer guardar segredo do seu olhar.

Quem sabe um dia, ela não revela pra mim o seu mistério!
Talvez assim, eu consiga em palavras como estas,

dizer melhor o que é ser olhado por esse olhar. 


Lima Araújo

sexta-feira, 15 de abril de 2011


Todo encanto é perfeito, mas nem toda perfeição é encantadora!

sábado, 26 de março de 2011

Rosa do Sertão

Ô Rosa,
Cadê seu perfume.
Ô Rosa,
Cadê seu espinho.
Ô Rosa,
Cadê sua beleza...

Ô Rosa cadê você?


Eita que eu me apaixonei!
Você já viu uma Rosa no meio
do sertão?
Uma flor delicada e ao mesmo tempo rude,
no meio de pastos de pedras, de cobras e
de árvores secas.



Um vasto calor, faz até a Rosa suar.
Mas mesmo assim, seu perfume é exalado
no ar do sertão.
Assim levado pelos ventos até as narinas
dos cangaceiros, e que esses já estão
encantados pelo cheiro.



Ô Rosa,
Você existe só na minha imaginação.
Mas será que você um dia

vai brotar no meu sertão?

Lima Araújo
 

quinta-feira, 3 de março de 2011

O maior bem que possuímos, e de valor inestimável, é a nossa vida! Mas até ela tem fim. Então reavalie seus conceitos, seus princípios, e assim, aproveite no máximo os pequenos detalhes dos seus grandes momentos!

Lima Araújo 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Leitor, obrigado pelas suas visitas. Espero que goste do que leu ou do que ainda vai ler, e divulgue se gostou tanto assim, mas principalmente volte sempre... Meus textos são criados a partir das minhas inspirações, quem sabe você não se inspira a partir dos meus textos! Muito obrigado mais uma vez. Até logo então!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Morena

Sinto em saber que nem todos os homens sentem amor.
Sentem frio, sentem fome ou sede!
Que visão têm as pessoas quando olham para o prazer alheio?
E pro próprio prazer?
Seu cabelo escuro feito a noite, sem estrelas.
Mas não deixando de ser belo.
Sua pele morena, que da cor as suas curvas.
Sua boca que me morde, me come inteiro.
Seus olhos que me abração de longe, e de perto me julgam...
Seu cheiro que acende minha masculinidade.
Sua nudez...
Aquela nudez, que é só sua.
Ela sim que unicamente consegue me deixar nú.
Totalmente sem palavras.
Sinto dizer que esses homens não sabem o que estão perdendo.
Na verdade nem sinto tanto assim.
Morena que sonho você é!
Mas tenho dúvidas.
O que sente por mim?
É só por mim?
Mas será que realmente importa eu saber?
Não me diga nada.
Não acreditarei em nenhuma palavra sua.
Apenas na que eu quero ouvir!
Não desaconselho o amor, mas também não aconselho.
Não quero ser o responsável pela sua dor!
Ela é sua, como o amor foi seu...
Igual aquela morena!

Lima Araújo

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Nojera intelectual"

Meu caro leitor, aqui não é um poema, aqui é apenas uma passagem de idéias atravessadas e confusas que eu queria compartilhar com você! Custei a escrever esse pequeno texto, não imaginando o final do mesmo, na verdade mau imaginei o começo, mas comecei. Já iniciado esse aglomerado de palavras que não dizem nada, o que tenho a fazer é cuspi-las. E é o que farei, sem medo de que nessa nojenta experiência, saia da minha boca alguma blasfêmia! Desde já, peço-lhe desculpas se caso eu parecer contrário a sua opinião, importante opinião! Então começarei a rugir as prometidas idéias. Talvez sejam elas que menos serão citadas, pode ser que elas fiquem apenas subentendidas no seu imaginário. Bom, sabemos ou pensamos que sabemos o que é realmente o amor. Com essa frase você já deve estar imaginando o final desse papo. Talvez tenha acertado, só sei que eu não acertei quando o escrevi! Mas quem já gostou de alguém de verdade, vai compreender o que estou querendo dizer. É simplesmente não saber o que fazer, o que falar, o que pensar. Todos sabem que dói, quando se ama alguém. Não estou falando quando está no momento mágico da relação, onde as rosas não têm espinhos, estou falando no momento em que nada da certo. Um nada, que um dia era tudo! E hoje simplesmente, como dizem, acabou. O sentimento acabou, então nos afogamos na dor de perder uma pessoa que achávamos que era a pessoa certa. Achamos errado! Mas e agora? Com quem eu falo, o que eu falo? O que faço? Eu não disse que aqui era uma passagem de idéias atravessadas e confusas? O amor é atravessado e confuso, o que você estava esperando na tentativa de explicá-lo? As vezes só embaralhamos mais o que já foi embaralhado ou o que já era carta marcada. Acaba não surtindo efeito... Mas não podemos parar de amar. Parar de sentir esse sentimento lindo. Se é embaralhado e confuso, o deixe assim. E convenhamos que muita arrumação nas nossas vidas, no geral não iria melhorá-la tanto... Muito obrigado pela sua atenção meu caro leitor. Até a próxima "nojera intelectual"...

Lima Araújo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Receita

Meu amor!
O que tem no seu beijo?
De que é feito o seu cheiro?
Porque não consigo deixar de senti-lo?

Queria apenas conseguir me afastar de você
por um estante...
Só para me encontrar uma vez na vida.

Desse jeito continuo perdido!

Quer saber amor?
Me deixe no escuro,
me deixe sem rumo!

Afinal, o que seria um caminho pra seguir,
sem que eu tivesse você para ir comigo?

Escolho ficar onde estou.
Porque aqui eu tenho você ao meu lado!

Meu amor!
O que tem no seu beijo?
Do que foi feito o seu cheiro?

Lima Araújo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Escrever sobre o amor

Descubra quem te ama e ame quem te descubriu!


Porque tem que ser assim?
A ausência nos diz a quem
verdadeiramente sentimos amor.

Já a presença se acostuma.
Vira rotina... Vira cansaço...
Sozinhos, passamos a escrever mais, imaginar mais.

Porque escrevemos sobre o amor?
Se é tão veramente melhor praticá-lo.
Talvez escrevemos sobre o amor, porque o amor a quem nos
referimos nas linhas apaixonadas,
esteja lonje!
Então temos uma certa esperança, de que essas palavras não ditas,
e sim escritas, possam ter uma repercussão a mais,
não apenas de estarem bem desenhadas em folhas tão brancas
e arrumadinhas.

A vontade de quem as escreve, ou seja,
de quem ama, é de que as palavras na folha de papel
saiam voando em direção aos olhos de quem realmente
é a inspiração de terem sido escritas.

E assim, de forma simples, continuamos a escrevê-las e a amá-las...

Lima Araújo